Era uma vez...
Uma menina destinada a ser sempre jovem.
Hoje com a idade de bisa, seu espírito tem a juventude de menina.
Quando jovem, passeava com seu cavalo meio manco que tinha uma virtude, era manso. Às vezes a surpreendia com o seu agachar, parecia querer brincar de lhe assustar.
Certa vez, sentiu sede e procurou um riacho para saciá-la. Avistou um lindo casebre, solto num cenário belo da natureza. As cores do por do sol lhe tingiam uma harmoniosa tranquilidade do que fazia. Ao se aproximar, ela admirava toda a limpeza. Uma varanda fresca com um pé de sapoti que lhe sombreava, o cavalo, até relinchava aliviado do sol que o atingia.
O chão de terra batida brilhava com desenhos irregulares das muitas varridas. A dona da casa apareceu rindo, antes de falar. Faltavam-lhes dentes, mas suas rugas não eram feias, eram bem feitas, contornando sua beleza de mulher vivida nos trabalhos do campo. Sua alegria revelava uma vida bonita e livre.
Dentro do casebre, era um luxo na simplicidade e limpeza, uma cama larga, para receber seu amado.
Em frente à porta, onde passava um ventinho, dois banquinhos juntinhos, para as horas de conversas e carinhos.
Na janela, um jarro de flores amarelas, na parede um quadro de Jesus e Maria pintados em aquarela.
Perto da porta do fundo, um pote com água fresquinha coberto com um pano azulado de tão branquinho, com duas canecas a brilhar, de alumínio.
Saciada da sede e de tanta harmonia, certa de não ser preciso de muito para viver, seguiu feliz.
O cavalo esqueceu-se de mancar, a menina ao voltar cantou uma linda melodia que até hoje gosta de cantar.
A que faz seu coração acalentar.
Ailezz
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
(Em homenagem a minha bisnetinha Maria Júlia)É tão bom
Sentir a emoção
De falar com o coração
Sentir um friozinho na barriga
Com a alegria sempre presente
Olhar para o mundo
Com sabedoria inocente
Que olha e ri
Sem poder distinguir
O bom do ruim
Poder seus braços abrir
Querendo abraçar o mundo
Como uma criança
Abraça qualquer um
E com inocência sorri
Ailezz
Ao acordar
Agradecer e imaginar
Um sentimento bonito
Viajar no imaginário
Nas areias do mar
Não precisas caminhar
Só flutuar e se despir
De tudo o que está a te ferir
Mergulhar nesse mar
Curvar-se para as ondas
Quando te alcançarem
Banhado e abençoado sairás
Agora com pés no chão
Sentirás a emoção
De pés a te acompanharem
Retribuindo teu sentimento
Ao acordar
Ailezz
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Chegamos despidos
Sem anseios, punidos
Nosso olhar é um anuviar
Para a realidade não ofuscar
Pequenos, corremos nus
Alegres sem medo
Ou vergonha de nos mostrar
A vida na sua magia
Começa a nos vestir
Com ditados a nos obsedar
A vergonha a nos constranger
O porquê de ferir ou nos ferir
Mas a vida amiguera
Ensina a nos revestir
Lembrando a criança
Adormecida em nós
Mergulhá-la sem medo
Despindo-se da vergonha
Esquecendo a tristeza
Voltando a rir, brincar e balbuciar
Para a vida continuar
Ailezz
sábado, 22 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Luz e sombra
Sem luz, não viveríamos
Sem sombra, não seguiríamos
Não admiraríamos a lua
Nem os casais sonhariam
A luz é alegria
A sombra é agonia
Nesse encontro de luz e sombra
O que somos para questionar
Se a luz e a sombra
Sempre estão a nos acompanhar?
A luz para nos aquecer
A sombra para nos ajudar
Nos momentos íntimos
De dormir, sonhar e amar
Ailezz
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