terça-feira, 10 de novembro de 2009



Mãos
Quando jovens
São belas, ligeiras e ágeis
Quando idosas e trabalhadas
Ficam feias, enrugadas e frágeis
Mas suas doçuras são apuradas
Com os anos acumulados

Todas as mãos são belas

Merecem aplausos merecidos
Trabalham em todos os sentidos
Não esquecem as carícias

Suas palmas aplaudindo
Transmitem alegrias
Até para os não merecidos

Gostem de suas mãos
Não importa sua idade
Felizes os que verão
As suas mãos enrugadas
Ailezz - 03- 11-2009


Amor e vinho



O amor envelhecido
É como vinho
Fica apurado e gostoso

Só os altamente sábios
sabem degustá-lo

Ele aquece devagar
Com o passar
dos anos vividos

Evapora-se lentamente
Com o envelhecimento
Mas a vida passa a oferecer
Um amor sem barreiras
Com simples brincadeiras
Para não nos fazer sofrer
A nos aquecer
Com lembranças lindas
Que um dia foram
Plenamente vividas

Ailezz


Bela voadora

Você olha sem questionar
Eu te olho a te perguntar
É tudo bonito o que vês?
Ou a mentira a angustia?

Nos teus voos rasantes
Vejo-te numa leveza
Mergulhas sem medo
À procura do teu desejo

O que pesca é pouco
Só para a tua sobrevivência

Quisera o homem
Ter a sua sabedoria
Tirar o digno e necessário
da sua pescaria
Para aprender e sobreviver
Mergulhando com leveza
Lavando sua ambição
Numa honesta pescaria
Sem tirar a pouca pescaria
Dos que pescam com mestria
Como a bela voadora
No seu voo de alegria

Ailezz - 06 -11-2009

domingo, 25 de outubro de 2009



O sim e o não

Quando um alguém
Ferir o seu coração
Nunca lhe dê um não
Ofereça-lhe a mão

O ferir e florir
São palavras distintas
Mas previstas

Regue esse alguém
Com gotículas
Do sim e do não
Para florir o seu coração

O não bem dito
É o sim sábio, sabido

Assim as feridas sentidas
Desaparecerão num jardim
Florido de gratidão

Do sim equilibrado
Deixando o não guardado
E os corações aliviados

Ailezz


Da vida
Sabemos muito pouco
Ou quase nada

De nós
Pouco sabemos
Ou quase tudo

De Deus
Como herdeiros que somos
Devemos acreditar
No que somos
Nesse universo bonito
Que estamos a ocupar

De amor
Esse sentimento que diz tudo
Sem ser preciso falar
Sabemos com certeza
Quando almejamos paz

Deus é nosso pai

Ailezz


Aos Tolos
Bom dia, boa tarde, boa noite
Para todos os tolos
Que se deixam levar
Por alamedas fechadas
Esquecidos de reverenciar o dia
Na aurora da sua chegada

Perdem de olhar a tarde
No seu lindo descansar
Escondem-se da noite
Não viajam no seu estrelar

Perdoem-nos tolos
Atolados nas suas besteiras

Em nome do dia, tarde e noite
Abram suas alamedas
E viagem sem medo
No sentimento deleitoso
Do dia, da tarde e da noite

Ailezz

sábado, 17 de outubro de 2009



Os espinhos

A consciência levada
Por caminhos espinhosos
Deixam-na marcada
De espinhos venenosos
Devemos desviá-la
Dos caminhos tortuosos

Elevando nosso pensar
Procurar um caminho pulcro
Cheios de exemplos puros
Dando com tapas de luvas
Aliviando a consciência
Dos que podem espinhar

A esses pobres coitados
Sem noção dos seus espinhos
Devemos desejar
Suas consciências expurgar
Para deixar as suas, as nossas
Consciências descansarem

Ailezz