quinta-feira, 4 de março de 2010



Lua cheia

Tudo se descortina

Em pura linda magia

O céu de azul-prússia

Passa para o azul-celeste

E as estrelas agradecem

O casal a se arrepiar

Com vontade de amar

A lua na nuvem se esconde

Animando, provocando

O aconchego do casal

O mar transforma-se

Num prateado azulado

Com intuito provocado

Do acasalamento bendito

Dos seus moradores amados

A lua se despenteia

A clarear todos que a rodeia

Mexe com tudo e todos

Das lembranças a devaneios

Ri do seu bom altruísmo

Poderosa, sem preconceitos

Na sua beleza de lua cheia

Ailezz

domingo, 7 de fevereiro de 2010




A artista plástica e escritora Ailezz, alcunha de Zélia Silva Rocha, lança neste domingo (7), às 17h, no espaço de eventos da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe (Aease), seu segundo livro “A Morada Feliz”. Produzido de forma independente e recheado de ilustrações da própria escritora e de sua filha, Lau, “A Morada Feliz” conta a estória de Bendito, um garoto negro, abandonado pelo pai, que foi criado por uma moradora de rua. Após a morte desta, ele recebe a proteção de um anjo da guarda, que vai acompanhá-lo durante sua caminhada para o amadurecimento. São nas adversidades encontradas pelo garoto, que a escritora procura mostrar ao leitor mirim, sempre o lado otimista do personagem.

“A estória é puramente ficcional, ainda que muitos garotos de rua possam ser como Bendito. Inspirei-me numa dessas crianças que vejo na rua, no dia-a-dia, que apesar das dificuldades, sempre estampa um sorriso no rosto”.

Assim como fez com “Zelinha me contou...”, seu livro de estreia, lançado em 2008, Ailezz pretende distribuir exemplares de “A Morada Feliz” para creches, orfanatos e até instituições além fronteiras. O primeiro livro, por exemplo, foi parar em Angola, na Casa da Cultura Brasil-Angola. Lá, dentro do projeto “Sopa de Letrinhas”, lançado em julho do ano passado, em Luanda, o título foi inserido na lista de publicações que servem como fonte dos contadores de estória. A iniciativa visa igualmente divulgar ao público angolano a literatura infantil brasileira. “Um dos meus filhos trabalha no exterior e sempre vai àquele país. De modo que ele soube dessa iniciativa da Casa Cultura Brasil-Angola e apresentou ‘Zelinha me contou...’. Eles gostaram e decidiram adotar o livro como um dos que os contadores de estória interpretam. Fiquei muito feliz com essa repercussão”, diz a escritora septagenária, que já trabalha na produção de “Zelinha Ouvindo as Crianças”.

No evento de domingo, que contará com um coquetel todo especial, a animação ficará por conta da banda A Casa do Zé, que pretende contagiar a todos resgatando as músicas de cirandas. A Aease está localizada ao lado do Parque da Sementeira.

terça-feira, 10 de novembro de 2009



Vaga-lumes

Luzes da natureza
As matas lhes agradecem
Na solidão das noites sombrias

Quando a lua se esconde
Vocês, bons vaga-lumes
Fazem-lhes companhia

Elas adormecem tranquilas
À espera de um novo dia

Sua luz, vaga-lume
É a mesma
Que me iluminou
Ao fugir das noites sombrias
Clareando meus sonhos
Acordando no outro dia
À procura de aprender
A acender minha luzinha

E com amor clarear
A escuridão dos tristes
Como vocês, vaga-lumes
Iluminam as matas sombrias

Nosso amor, vaga-lumes
Ninguém questionará
Quando nossa luz clarear

Ailezz


Os viajantes

Vidas que se apagam
Ou simplesmente viajam

Às vezes, no anonimato
Merecidas de tudo
Loucamente abreviadas

As lágrimas derramadas
Por certo, lavarão suas almas

Certezas, deverão ter
Num lugar bonito
Nessa viagem irão viver

Chega de sofrimento
Nosso Pai do céu
Sabe escrever certo
Por linhas incertas
Devemos segurar a sua mão
E lhe pedir perdão
Pela revolta e aflição

Será que essa viagem
Não foi programada
Para os viajantes
Receberem o perdão
E seguirem numa dimensão
De amor e compreensão?

Ailezz


Velho mar,
Você me assustou!
Por quê?
Só para te ver
E namorar você

Você me cantava
Não percebia
Mas quando o olhei
Encantei-me e chorei

Você, rouco na sua balada
A cantar os namorados
Continue a cantar,
Meu velho mar

Sua música é a balada
Dos eternos enamorados
Como eu, que não canso
De ser sua namorada
Ailezz - 01-11-2009


Mãos
Quando jovens
São belas, ligeiras e ágeis
Quando idosas e trabalhadas
Ficam feias, enrugadas e frágeis
Mas suas doçuras são apuradas
Com os anos acumulados

Todas as mãos são belas

Merecem aplausos merecidos
Trabalham em todos os sentidos
Não esquecem as carícias

Suas palmas aplaudindo
Transmitem alegrias
Até para os não merecidos

Gostem de suas mãos
Não importa sua idade
Felizes os que verão
As suas mãos enrugadas
Ailezz - 03- 11-2009


Amor e vinho



O amor envelhecido
É como vinho
Fica apurado e gostoso

Só os altamente sábios
sabem degustá-lo

Ele aquece devagar
Com o passar
dos anos vividos

Evapora-se lentamente
Com o envelhecimento
Mas a vida passa a oferecer
Um amor sem barreiras
Com simples brincadeiras
Para não nos fazer sofrer
A nos aquecer
Com lembranças lindas
Que um dia foram
Plenamente vividas

Ailezz