sábado, 13 de março de 2010

Lembrança e saudade de um irmão que voou como um passarinho, sem sentir dor. Foi um presente de Deus, reconhecendo seu filho que transbordava amor.



João de barro, passarinho

Vivia como passarinho
Assoviar era seu canto
Quando sua morada arrumava
Feliz com a mente a voar
Com boca de passarinho
No seu saboroso degustar

Era um João de barro
Pronto pra voar

À noitinha, cansado...
Como o sol se deitou
E não mais acordou...
Foi misterioso seu voo
Num domingo de descansar

Seu semblante era alegre
Queria nos dizer:

- Eu estou com vocês,
meu cachorro pode me ver
está triste, não quer comer.

Quando eu puder voar
Quero o levar
Para as saudades amenizar
E fazermos uma linda morada
Bem no alto...
E cantar como João-de-barro faz!

Ailezz

sábado, 6 de março de 2010

Admirar um baile, com anos acumulados, sentimos saudades e até vontade! As vidas sendo vividas por pessoas desconhecidas, nostálgicas ou alegres com vontade de viver, como eu.

Baile da saudade

Luzes coloridas a tremular

Corpos a se desejar

Corações saudosos

Com vontade de voltar

Uma ilusão brotada

De quem quer viver

Para bailar a vida

No limite dos seus dias

Da ilusão sonhada

Lenta, mas iluminada

De luzes a tremular

Carentes de esperança

Guardem na lembrança

Seu bailar de amor

E dancem em pensamento

A música nunca esquecida

O rodopiar sem cansar

Ficará mais bonito

Se acordados, sonhar

Você e seu amor dançar

No salão da ilusão

Com luzes a tremular

Ailezz

Fotos do lançamento do segundo livro infantil, "A Morada Feliz", que aconteceu na AEASE (dia 07/02), com a participação da banda "A Casa do Zé" :)












Conhecer Assis, na Itália, é um privilégio magno para nós mortais. Sentimos nos flutuar, com a pureza do seu ar. É o acreditar da presença de São Francisco, que deve estar na espera incansável, dos seus irmãos carentes, como nós.





Assis, com ternura

Flutuar, sem poder falar
Adentrando numa visão
De beleza lírica, magnífica
A paisagem numa mistura
De grandiosa ternura

Montanhas e céu longínquos
Azulados e mesclados
De cores anuviadas
Presente para os merecidos
Que flutuam abnegados
De sentimento calado

O santuário, que coisa bela!
Nele é incrustada uma capela
De pedras testemunhas
Da verdadeira bondade
Do grande e humilde Francisco

No jardim encantado de Clara
Nunca machucado ou murchado
Com flores a perfumar
Cheiro dos lírios, eu senti
E como não entendi
Chorei e agradeci.

Ailezz

Devemos acreditar que até os ventos merecem nossa compreensão, eles são servidores incansáveis. Será um pensamento raso ou profundo?


Lúdico

Difícil caiar o medo
Quando ventos chegam
Assustadores, gritantes

Semeados sofrimentos
Na vida dos esperançosos
De dias melhores

Com seu lúdico malvado
São levados e machucados
Sem tempo de correr
Refletir ou se esconder
Do lúdico vento

Quando mudos, longínquos
Desculpando-se da avaria
Mostra-nos o prosaico
Um céu límpido bonito
Com estrelas a brilhar
Que acabou de limpar

Tudo não está perdido
Quando pudemos olhar
O universo na recíproca
Do fitar

Ailezz

quinta-feira, 4 de março de 2010



Lua cheia

Tudo se descortina

Em pura linda magia

O céu de azul-prússia

Passa para o azul-celeste

E as estrelas agradecem

O casal a se arrepiar

Com vontade de amar

A lua na nuvem se esconde

Animando, provocando

O aconchego do casal

O mar transforma-se

Num prateado azulado

Com intuito provocado

Do acasalamento bendito

Dos seus moradores amados

A lua se despenteia

A clarear todos que a rodeia

Mexe com tudo e todos

Das lembranças a devaneios

Ri do seu bom altruísmo

Poderosa, sem preconceitos

Na sua beleza de lua cheia

Ailezz

domingo, 7 de fevereiro de 2010




A artista plástica e escritora Ailezz, alcunha de Zélia Silva Rocha, lança neste domingo (7), às 17h, no espaço de eventos da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe (Aease), seu segundo livro “A Morada Feliz”. Produzido de forma independente e recheado de ilustrações da própria escritora e de sua filha, Lau, “A Morada Feliz” conta a estória de Bendito, um garoto negro, abandonado pelo pai, que foi criado por uma moradora de rua. Após a morte desta, ele recebe a proteção de um anjo da guarda, que vai acompanhá-lo durante sua caminhada para o amadurecimento. São nas adversidades encontradas pelo garoto, que a escritora procura mostrar ao leitor mirim, sempre o lado otimista do personagem.

“A estória é puramente ficcional, ainda que muitos garotos de rua possam ser como Bendito. Inspirei-me numa dessas crianças que vejo na rua, no dia-a-dia, que apesar das dificuldades, sempre estampa um sorriso no rosto”.

Assim como fez com “Zelinha me contou...”, seu livro de estreia, lançado em 2008, Ailezz pretende distribuir exemplares de “A Morada Feliz” para creches, orfanatos e até instituições além fronteiras. O primeiro livro, por exemplo, foi parar em Angola, na Casa da Cultura Brasil-Angola. Lá, dentro do projeto “Sopa de Letrinhas”, lançado em julho do ano passado, em Luanda, o título foi inserido na lista de publicações que servem como fonte dos contadores de estória. A iniciativa visa igualmente divulgar ao público angolano a literatura infantil brasileira. “Um dos meus filhos trabalha no exterior e sempre vai àquele país. De modo que ele soube dessa iniciativa da Casa Cultura Brasil-Angola e apresentou ‘Zelinha me contou...’. Eles gostaram e decidiram adotar o livro como um dos que os contadores de estória interpretam. Fiquei muito feliz com essa repercussão”, diz a escritora septagenária, que já trabalha na produção de “Zelinha Ouvindo as Crianças”.

No evento de domingo, que contará com um coquetel todo especial, a animação ficará por conta da banda A Casa do Zé, que pretende contagiar a todos resgatando as músicas de cirandas. A Aease está localizada ao lado do Parque da Sementeira.