sábado, 24 de abril de 2010

Tarde de chuva




Lembranças longínquas
Desabafos de meninas
Numa tarde de domingo

As águas de chuvas bonitas
Ajudavam a limpar
Seus loucos e ingênuos desejos
Difíceis de realizar

Olhares vagos de meninas
Querendo entender
O porquê, como as águas corriam
Por córregos e rios chegando ao mar
E elas não podiam...
Aos seus amores platônicos chegar

Confidências com risos misturados
Pra elas eram pecado
Falavam às vezes em código
Medo que as escutassem

Esse domingo bonito de chuva
Será sempre lembrado
Pelas meninadas de um dia
Hoje com seus amores vividos

As águas continuarão a cair
A navegar suas vidas
Até chegarem aos seus mares
Com suas velas abertas
Pintadas de esperança
Prontas, para todos amar

Esse é um segredo das chuvas
Que tem o poder de ajudar
Para todos continuar a lembrar
Um domingo de chuva
Que passamos ou vamos passar

Ailezz

sábado, 13 de março de 2010

Essa semana, comemorou se o dia internacional da mulher, e nada mais justo que presentear a todas as mulheres com uma poesia de uma grande mulher.

Parabéns vó, mulher esplendorosa .
Da sua neta, fã de carteirinha número um.



Dia da mulher

Mulher para que mentir
Se fostes amada um dia
E vives nessa agonia
Das lembranças vividas
Das declarações recíprocas
Chegadas na mansidão
Do ouvir sempre a deixar
No falar, o olhar

A se deixar tocar

Você mulher frágil
Mas forte, quando pede
A vida lhe oferece
A dádiva mais bonita:

Ser uma flor
Para receber amor

Ailezz

Lembrança e saudade de um irmão que voou como um passarinho, sem sentir dor. Foi um presente de Deus, reconhecendo seu filho que transbordava amor.



João de barro, passarinho

Vivia como passarinho
Assoviar era seu canto
Quando sua morada arrumava
Feliz com a mente a voar
Com boca de passarinho
No seu saboroso degustar

Era um João de barro
Pronto pra voar

À noitinha, cansado...
Como o sol se deitou
E não mais acordou...
Foi misterioso seu voo
Num domingo de descansar

Seu semblante era alegre
Queria nos dizer:

- Eu estou com vocês,
meu cachorro pode me ver
está triste, não quer comer.

Quando eu puder voar
Quero o levar
Para as saudades amenizar
E fazermos uma linda morada
Bem no alto...
E cantar como João-de-barro faz!

Ailezz

sábado, 6 de março de 2010

Admirar um baile, com anos acumulados, sentimos saudades e até vontade! As vidas sendo vividas por pessoas desconhecidas, nostálgicas ou alegres com vontade de viver, como eu.

Baile da saudade

Luzes coloridas a tremular

Corpos a se desejar

Corações saudosos

Com vontade de voltar

Uma ilusão brotada

De quem quer viver

Para bailar a vida

No limite dos seus dias

Da ilusão sonhada

Lenta, mas iluminada

De luzes a tremular

Carentes de esperança

Guardem na lembrança

Seu bailar de amor

E dancem em pensamento

A música nunca esquecida

O rodopiar sem cansar

Ficará mais bonito

Se acordados, sonhar

Você e seu amor dançar

No salão da ilusão

Com luzes a tremular

Ailezz

Fotos do lançamento do segundo livro infantil, "A Morada Feliz", que aconteceu na AEASE (dia 07/02), com a participação da banda "A Casa do Zé" :)












Conhecer Assis, na Itália, é um privilégio magno para nós mortais. Sentimos nos flutuar, com a pureza do seu ar. É o acreditar da presença de São Francisco, que deve estar na espera incansável, dos seus irmãos carentes, como nós.





Assis, com ternura

Flutuar, sem poder falar
Adentrando numa visão
De beleza lírica, magnífica
A paisagem numa mistura
De grandiosa ternura

Montanhas e céu longínquos
Azulados e mesclados
De cores anuviadas
Presente para os merecidos
Que flutuam abnegados
De sentimento calado

O santuário, que coisa bela!
Nele é incrustada uma capela
De pedras testemunhas
Da verdadeira bondade
Do grande e humilde Francisco

No jardim encantado de Clara
Nunca machucado ou murchado
Com flores a perfumar
Cheiro dos lírios, eu senti
E como não entendi
Chorei e agradeci.

Ailezz

Devemos acreditar que até os ventos merecem nossa compreensão, eles são servidores incansáveis. Será um pensamento raso ou profundo?


Lúdico

Difícil caiar o medo
Quando ventos chegam
Assustadores, gritantes

Semeados sofrimentos
Na vida dos esperançosos
De dias melhores

Com seu lúdico malvado
São levados e machucados
Sem tempo de correr
Refletir ou se esconder
Do lúdico vento

Quando mudos, longínquos
Desculpando-se da avaria
Mostra-nos o prosaico
Um céu límpido bonito
Com estrelas a brilhar
Que acabou de limpar

Tudo não está perdido
Quando pudemos olhar
O universo na recíproca
Do fitar

Ailezz