sexta-feira, 30 de julho de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
Brilhantes e safiras
Vivo cercada e mimada
Olhos de corujas seguem-me
Sempre a avisar, no tropeçar
Que brilhantes são esses
Sem defeitos no lapidar?
Brilham sem sol
Antes da aurora chegar
As safiras são monumentos
Cintilantes a qualquer momento
Prontas no querer ajudar
Uma me foi presenteada
Num dia de euforia, ou agonia
Até hoje está plantada
No meu dedo anular
Um brilhante com ouro branco
Sempre será minha aliança
Que nunca me faltarão
Nas promessas de união
Celebradas no azul da imensidão
Ailezz
Tarde de chuva

Lembranças longínquas
Desabafos de meninas
Numa tarde de domingo
As águas de chuvas bonitas
Ajudavam a limpar
Seus loucos e ingênuos desejos
Difíceis de realizar
Olhares vagos de meninas
Querendo entender
O porquê, como as águas corriam
Por córregos e rios chegando ao mar
E elas não podiam...
Aos seus amores platônicos chegar
Confidências com risos misturados
Pra elas eram pecado
Falavam às vezes em código
Medo que as escutassem
Esse domingo bonito de chuva
Será sempre lembrado
Pelas meninadas de um dia
As águas continuarão a cair
A navegar suas vidas
Até chegarem aos seus mares
Com suas velas abertas
Pintadas de esperança
Prontas, para todos amar
Esse é um segredo das chuvas
Que tem o poder de ajudar
Para todos continuar a lembrar
Um domingo de chuva
Que passamos ou vamos passar
Ailezz
sábado, 13 de março de 2010
Parabéns vó, mulher esplendorosa .
Da sua neta, fã de carteirinha número um.
Dia da mulher
Mulher para que mentir
Se fostes amada um dia
E vives nessa agonia
Das lembranças vividas
Das declarações recíprocas
Chegadas na mansidão
Do ouvir sempre a deixar
No falar, o olhar
A se deixar tocar
Você mulher frágil
Mas forte, quando pede
A vida lhe oferece
A dádiva mais bonita:
Ser uma flor
Para receber amor
Ailezz
João de barro, passarinho
Assoviar era seu canto
Quando sua morada arrumava
Feliz com a mente a voar
Com boca de passarinho
No seu saboroso degustar
Era um João de barro
Pronto pra voar
À noitinha, cansado...
Como o sol se deitou
E não mais acordou...
Foi misterioso seu voo
Num domingo de descansar
Seu semblante era alegre
Queria nos dizer:
meu cachorro pode me ver
está triste, não quer comer.
Quando eu puder voar
Quero o levar
Para as saudades amenizar
E fazermos uma linda morada
Bem no alto...
sábado, 6 de março de 2010
Admirar um baile, com anos acumulados, sentimos saudades e até vontade! As vidas sendo vividas por pessoas desconhecidas, nostálgicas ou alegres com vontade de viver, como eu.
Baile da saudade
Luzes coloridas a tremular
Corpos a se desejar
Corações saudosos
Com vontade de voltar
Uma ilusão brotada
De quem quer viver
Para bailar a vida
No limite dos seus dias
Da ilusão sonhada
Lenta, mas iluminada
De luzes a tremular
Carentes de esperança
Guardem na lembrança
Seu bailar de amor
E dancem em pensamento
A música nunca esquecida
O rodopiar sem cansar
Ficará mais bonito
Se acordados, sonhar
Você e seu amor dançar
No salão da ilusão
Com luzes a tremular
Ailezz
Assis, com ternura
Flutuar, sem poder falar
Adentrando numa visão
De beleza lírica, magnífica
A paisagem numa mistura
De grandiosa ternura
Montanhas e céu longínquos
Azulados e mesclados
De cores anuviadas
Presente para os merecidos
Que flutuam abnegados
De sentimento calado
O santuário, que coisa bela!
Nele é incrustada uma capela
De pedras testemunhas
Da verdadeira bondade
Do grande e humilde Francisco
No jardim encantado de Clara
Nunca machucado ou murchado
Com flores a perfumar
Cheiro dos lírios, eu senti
E como não entendi
Chorei e agradeci.
Ailezz
Difícil caiar o medo
Quando ventos chegam
Assustadores, gritantes
Semeados sofrimentos
Na vida dos esperançosos
De dias melhores
Com seu lúdico malvado
São levados e machucados
Sem tempo de correr
Refletir ou se esconder
Do lúdico vento
Quando mudos, longínquos
Desculpando-se da avaria
Mostra-nos o prosaico
Um céu límpido bonito
Com estrelas a brilhar
Que acabou de limpar
Tudo não está perdido
Quando pudemos olhar
O universo na recíproca
Do fitar
Ailezz
quinta-feira, 4 de março de 2010
Lua cheia
Tudo se descortina
Em pura linda magia
O céu de azul-prússia
Passa para o azul-celeste
E as estrelas agradecem
O casal a se arrepiar
Com vontade de amar
A lua na nuvem se esconde
Animando, provocando
O aconchego do casal
O mar transforma-se
Num prateado azulado
Com intuito provocado
Do acasalamento bendito
Dos seus moradores amados
A lua se despenteia
A clarear todos que a rodeia
Mexe com tudo e todos
Das lembranças a devaneios
Ri do seu bom altruísmo
Poderosa, sem preconceitos
Na sua beleza de lua cheia
Ailezz
domingo, 7 de fevereiro de 2010
A artista plástica e escritora Ailezz, alcunha de Zélia Silva Rocha, lança neste domingo (7), às 17h, no espaço de eventos da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Sergipe (Aease), seu segundo livro “A Morada Feliz”. Produzido de forma independente e recheado de ilustrações da própria escritora e de sua filha, Lau, “A Morada Feliz” conta a estória de Bendito, um garoto negro, abandonado pelo pai, que foi criado por uma moradora de rua. Após a morte desta, ele recebe a proteção de um anjo da guarda, que vai acompanhá-lo durante sua caminhada para o amadurecimento. São nas adversidades encontradas pelo garoto, que a escritora procura mostrar ao leitor mirim, sempre o lado otimista do personagem.
“A estória é puramente ficcional, ainda que muitos garotos de rua possam ser como Bendito. Inspirei-me numa dessas crianças que vejo na rua, no dia-a-dia, que apesar das dificuldades, sempre estampa um sorriso no rosto”.
Assim como fez com “Zelinha me contou...”, seu livro de estreia, lançado em 2008, Ailezz pretende distribuir exemplares de “A Morada Feliz” para creches, orfanatos e até instituições além fronteiras. O primeiro livro, por exemplo, foi parar em Angola, na Casa da Cultura Brasil-Angola. Lá, dentro do projeto “Sopa de Letrinhas”, lançado em julho do ano passado, em Luanda, o título foi inserido na lista de publicações que servem como fonte dos contadores de estória. A iniciativa visa igualmente divulgar ao público angolano a literatura infantil brasileira. “Um dos meus filhos trabalha no exterior e sempre vai àquele país. De modo que ele soube dessa iniciativa da Casa Cultura Brasil-Angola e apresentou ‘Zelinha me contou...’. Eles gostaram e decidiram adotar o livro como um dos que os contadores de estória interpretam. Fiquei muito feliz com essa repercussão”, diz a escritora septagenária, que já trabalha na produção de “Zelinha Ouvindo as Crianças”.
No evento de domingo, que contará com um coquetel todo especial, a animação ficará por conta da banda A Casa do Zé, que pretende contagiar a todos resgatando as músicas de cirandas. A Aease está localizada ao lado do Parque da Sementeira.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Vaga-lumes
Luzes da natureza
As matas lhes agradecem
Na solidão das noites sombrias
Quando a lua se esconde
Vocês, bons vaga-lumes
Fazem-lhes companhia
Elas adormecem tranquilas
À espera de um novo dia
Sua luz, vaga-lume
É a mesma
Que me iluminou
Ao fugir das noites sombrias
Clareando meus sonhos
Acordando no outro dia
À procura de aprender
A acender minha luzinha
E com amor clarear
A escuridão dos tristes
Como vocês, vaga-lumes
Iluminam as matas sombrias
Nosso amor, vaga-lumes
Ninguém questionará
Quando nossa luz clarear
Ailezz
Os viajantes
Vidas que se apagam
Ou simplesmente viajam
Merecidas de tudo
Loucamente abreviadas
As lágrimas derramadas
Por certo, lavarão suas almas
Certezas, deverão ter
Num lugar bonito
Nessa viagem irão viver
Chega de sofrimento
Nosso Pai do céu
Sabe escrever certo
Por linhas incertas
Devemos segurar a sua mão
E lhe pedir perdão
Pela revolta e aflição
Será que essa viagem
Não foi programada
Para os viajantes
Receberem o perdão
E seguirem numa dimensão
De amor e compreensão?
Ailezz
Velho mar,
Você me assustou!
Por quê?
Só para te ver
E namorar você
Você me cantava
Não percebia
Mas quando o olhei
Encantei-me e chorei
Você, rouco na sua balada
A cantar os namorados
Continue a cantar,
Meu velho mar
Sua música é a balada
Dos eternos enamorados
Como eu, que não canso
De ser sua namorada
Ailezz - 01-11-2009
Mãos
Quando jovens
São belas, ligeiras e ágeis
Quando idosas e trabalhadas
Ficam feias, enrugadas e frágeis
Mas suas doçuras são apuradas
Com os anos acumulados
Todas as mãos são belas
Merecem aplausos merecidos
Não esquecem as carícias
Suas palmas aplaudindo
Transmitem alegrias
Até para os não merecidos
Gostem de suas mãos
Não importa sua idade
Felizes os que verão
As suas mãos enrugadas
Ailezz - 03- 11-2009
Amor e vinho
O amor envelhecido
É como vinho
Fica apurado e gostoso
Só os altamente sábios
sabem degustá-lo
Ele aquece devagar
Com o passar
dos anos vividos
Evapora-se lentamente
Com o envelhecimento
Mas a vida passa a oferecer
Um amor sem barreiras
Com simples brincadeiras
Para não nos fazer sofrer
A nos aquecer
Com lembranças lindas
Que um dia foram
Plenamente vividas
Ailezz
Bela voadora
Você olha sem questionar
Eu te olho a te perguntar
É tudo bonito o que vês?
Ou a mentira a angustia?
Nos teus voos rasantes
Vejo-te numa leveza
Mergulhas sem medo
À procura do teu desejo
O que pesca é pouco
Só para a tua sobrevivência
Quisera o homem
Ter a sua sabedoria
Tirar o digno e necessário
da sua pescaria
Para aprender e sobreviver
Mergulhando com leveza
Lavando sua ambição
Numa honesta pescaria
Sem tirar a pouca pescaria
Dos que pescam com mestria
Como a bela voadora
No seu voo de alegria
Ailezz - 06 -11-2009
domingo, 25 de outubro de 2009
O sim e o não
Quando um alguém
Ferir o seu coração
Nunca lhe dê um não
Ofereça-lhe a mão
O ferir e florir
São palavras distintas
Mas previstas
Regue esse alguém
Com gotículas
Do sim e do não
Para florir o seu coração
O não bem dito
É o sim sábio, sabido
Assim as feridas sentidas
Desaparecerão num jardim
Florido de gratidão
Do sim equilibrado
Deixando o não guardado
E os corações aliviados
Ailezz
Da vida
Sabemos muito pouco
Ou quase nada
De nós
Pouco sabemos
Ou quase tudo
De Deus
Como herdeiros que somos
Devemos acreditar
No que somos
Nesse universo bonito
Que estamos a ocupar
De amor
Esse sentimento que diz tudo
Sem ser preciso falar
Sabemos com certeza
Quando almejamos paz
Ailezz
Bom dia, boa tarde, boa noite
Para todos os tolos
Que se deixam levar
Por alamedas fechadas
Esquecidos de reverenciar o dia
Na aurora da sua chegada
Perdem de olhar a tarde
No seu lindo descansar
Escondem-se da noite
Não viajam no seu estrelar
Perdoem-nos tolos
Atolados nas suas besteiras
Em nome do dia, tarde e noite
Abram suas alamedas
E viagem sem medo
No sentimento deleitoso
Do dia, da tarde e da noite
Ailezz